O trabalho desenvolvido pela Vitrogen com o sêmen reverso tem apresentado ótimos resultados para os criadores que estão investindo nessa tecnologia. As médias de produção de embriões estão acima dos 40%, considerada alta por se tratar de um sêmen que passa por várias etapas de manipulação. Os índices de produção variam dependendo do touro e do cruzamento escolhido.
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O laboratório da Vitrogen em Uberaba realiza a produção de embriões com o sêmen reverso da Goyaike Brasil, empresa que fica dentro da Central da ABS Pecplan. Sêmen reverso é a definição dada para o sêmen que é descongelado para a realização da sexagem, um trabalho que deve estar sincronizado com o processo de OPU/FIV. “Utilizamos a técnica de fertilização in vitro seguindo o protocolo do sêmen sexado, porém alguns fatores contribuem para a melhoria do resultado como a alta qualidade dos meios de produção in vitro da Vitrogen”, destaca Emerson Siqueira, responsável pela unidade.

O investimento no trabalho de OPU/FIV é o mesmo se o sêmen for reverso, sexado ou convencional, mas a experiência do laboratório conta muito. O uso do sêmen reverso se torna mais viável quando são considerados fatores como o valor comercial do touro, a possibilidade do sêmen ser utilizado em diversos cruzamentos diferentes e a escolha do sexo do bezerro já no momento da produção do embrião.
O trabalho com o sêmen reverso pode ser realizado em qualquer unidade da empresa no Brasil, com os mesmos resultados. “Ao longo dos 11 anos percorridos pela Vitrogen foram pesquisados e aperfeiçoados os procedimentos com as técnicas de fertilização in vitro. Hoje temos a tranqüilidade de afirmar que as médias de produção da nossa empresa estão acima do mercado em todas as unidades, nos trabalhos desenvolvidos com raças zebuínas e até em raças européias como o holandês”, atesta a diretora Yeda Watanabe.