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Inducão de parto

Luiz Gustavo Martignoni Bragança
Médico-Veterinário da Vitrogen


O período gestacional médio da espécie bovina é de 285 dias, sendo na prática, dividido em terços: inicial, médio e final. O terço final da gestação é caracterizado pelo desenvolvimento acelerado do feto. Desta forma, qualquer fator que culmine com o prolongamento do período normal de gestação, ocasiona um desenvolvimento fetal adicional que, dependendo das dimensões, pode resultar em complicações no momento do parto.

Muitas vezes deparamos com situações na qual o criador aguarda ansioso o nascimento de uma progênie muito especial e no momento do parto, ocorre a decepção de perdê-la frente uma distocia (parto difícil).

 

A indução de parto é uma alternativa interessante de manejo que, quando executada de forma sensata e correta, pode controlar os casos de morte ao parto por dois motivos:

1- Toda indução de parto deve ser acompanhada por um médico veterinário experiente de plantão. Desta forma qualquer anormalidade no momento do parto é passível de resolução em tempo hábil.

2- Evitar o prolongamento do período normal de gestação. Como conseqüência, o feto nascerá com tamanho e peso normais, controlando possíveis distocias.

A indução de parto pode ser utilizada de duas maneiras:

  • ·         Indução sistemática de todos os partos aos 285 dias de gestação;
  • ·         Indução somente dos partos em atraso (após 290 dias de gestação).

O estudo comparativo das drogas dexametasona e PGF2a na indução de parto, relata que 80% dos animais que recebem dexametasona parem entre 24 e 72 horas após, e as 20% restantes parem com até 96 horas. Após a aplicação de PGF2a , 90 % das vacas pariram entre 18 e 60 horas.

É importante ressaltar que a indução de parto aumenta a incidência de casos de retenção de placenta e é necessário manter um banco de colostro congelado na propriedade.

Todo programa de indução de parto deve ser realizado sob consulta de um médico veterinário.

 

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